quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Pranayama

PRANAYAMAS (Controle do Prana)

Pranayama é a ciência que dentro das técnicas do Yóga, tem como objetivo o controle do prana (energia vital) através da respiração. O pranayama engloba uma variedade de práticas, todas projetadas para recolocar o fluxo respiratório em harmonia com os ritmos do universo. “Aquele que obtém o controle da respiração obtém o controle da mente”, diz o texto clássico Chandogya Upanishad. Portanto, os yogues aconselham a sincronizar lentamente os ritmos da respiração com os ritmos da natureza. Levar a atenção para a vida orgânica é a função do pranayama, ”viver e não se abandonar à vida”. Tudo no universo tem um ritmo natural que gera o equilíbrio e a harmonia, como em uma orquestra sinfônica, onde todos os músicos com diferentes instrumentos e diferentes partituras, tocam no mesmo compasso de tempo, formando uma linda melodia. Da mesma forma as vidas orgânicas são regidas pelo compasso do universo. Uma manifestação material do pranayama na natureza humana pode ser demonstrada pelo sistema de Sístole e Diástole do coração, demarcando o ritmo corporal.
A respiração está totalmente relacionada com os ritmos solares e lunares. Possuímos dois principais canais de respiração, que são denominados: ida (narina esquerda) correspondente a corrente lunar; e pingala (narina direita) correspondente a corrente solar. A respiração solar permeia o lado direito do corpo e controla as funções de comer, digerir, excretar e também controla o lado racional do cérebro. A respiração lunar permeia o lado esquerdo do corpo e controla as funções de ingestão e assimilação de fluidos, a urina e também controla as funções criativas do cérebro.
Durante as vinte e quatro horas do dia a respiração muda de uma narina para outra diversas vezes à medida que a terra gira em seu eixo e ocorre a mudança da posição do sol e da lua. Esse processo é denominado “rinite alternada”. A cada duas horas, uma das narinas fica ligeiramente obstruída para a entrada do prana. Dessa forma o prana penetra na narina que está desobstruída e saí pela oposta até mudar o ciclo. Essa mudança de fluxo do prana corresponde a uma necessidade das células nervosas, principalmente as do cérebro. Quando o prana flui por pingala (narina direita) ele abastece o sistema nervoso simpático. Quando flui por ida (narina esquerda) abastece o sistema nervoso parassimpático.

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